sobre

Carta Proposta da Coalizão Negra Por Direitos

Estamos por nossa própria conta. Sempre lutamos. E venceremos!

Nós, organizações, entidades, grupos e coletivos do movimento negro brasileiro, reafirmamos nosso legado de resistência, luta, produção de saberes e de vida. Historicamente, seguimos enfrentando o racismo, que estrutura esta sociedade e produz desigualdades que atingem principalmente nossas existências. Durante os quase quatrocentos anos de escravização e desde o início da República, somos alvo de violações de direitos, do racismo anti-negro, da discriminação racial, da violência e do genocídio. Mesmo assim, temos construído, com nossas trajetórias individuais e coletivas, a riqueza deste país.

Assista o vídeo, leia nosso programa e se seu Grupo, Coletivo, Entidade ou Organização concordar com os termos, CLIQUE AQUI e participe da Coalizão Negra Por Direitos

O Estado brasileiro, alinhado a uma onda mundial, expõe sem maquiagem, sua face de horror. Parte significativa da sociedade já não sustenta sua máscara de hipocrisia e assume seu caráter racista, preconceituoso e intolerante. Sua política de morte — necropolítica — e a narrativa do ódio atualmente se alinham de forma coerente. Lidamos com uma concepção de nação materializada na prática cotidiana de assassinatos de um jovem negro a cada 23 minutos; chacinas diárias; estado penal e encarceramento crescentes e com muita violência contra população carcerária e internos dos sistemas sócio educativos; assassinato da população negra LGBTTQI+ e crescentes números de feminicídio de mulheres negras; estupros e assassinatos de crianças negras; perseguição de imigrantes, refugiados e refugiadas negras; criminalização e violência contra a população em situação de rua; acirramento dos conflitos nos territórios dos povos tradicionais quilombolas e ações sistemáticas de terror contra as religiões de matriz africana.

O Brasil se vê diante de um espelho que evidencia suas mazelas. E o único contraponto de esperança possível a este rosto branco, velho, rico, heterossexual e cisgênero, que ocupa o topo da pirâmide social e majoritariamente os espaços de poder, está na potência transformadora de mulheres, homens, jovens e LGBTTQI+, favelados e periféricos, aquilombados e ribeirinhos, encarcerados e em situação de rua, negras e negros, que formam a maioria do povo brasileiro.

Compreendemos que as opressões sofridas por nossa gente se relacionam a um sistema global capitalista-neoliberal, supremacista branco e patriarcal. Portanto, a articulação pela libertação deve se dar para além das fronteiras nacionais, em diálogo e ações conjuntas com movimentos e territórios transnacionais em uma perspectiva internacionalista de reconhecimento de tais opressões como parte de um projeto político mundial.

A História exige da população negra brasileira e de toda a diáspora africana, ações articuladas para o enfrentamento ao racismo, ao genocídio e às desigualdades, injustiças e violências derivadas desta realidade. Esta Coalizão se reúne para fazer incidência política em nosso próprio nome, a partir dos valores da colaboração, ancestralidade, circularidade, partilha do axé (força de vida herdada e transmitida), oralidade, transparência, autocuidado, solidariedade, coletivismo, memória, reconhecimento e respeito às diferenças, horizontalidade e amor. Em defesa da vida, do bem-viver e de direitos arduamente conquistados, irrenunciáveis e inegociáveis, seguiremos honrando nossas e nossos ancestrais, unificando em luta toda a população afro-diaspórica, por um futuro livre de racismo e de todas as opressões.

NA PROMOÇÃO DE AÇÕES CONJUNTAS DE INCIDÊNCIA POLÍTICA, SÃO PRINCÍPIOS DA COALIZÃO NEGRA POR DIREITOS:

1. Lutar por um país justo, com igualdade de direitos e oportunidades que, para se concretizar, exige um longo e profundo processo de reparação histórica à população negra brasileira;

2. combater a discriminação racial, o racismo, a dominação patriarcal, a lesbofobia, a transfobia e o genocídio da população negra;

3. enfrentar as assimetrias e desigualdades raciais, bem como buscar efetivação da justiça social redistributiva e da justiça racial restaurativa;

4. defender o exercício do protagonismo de mulheres negras e homens negros, cis e trans, com especial atenção ao legado de luta de mulheres negras em nossa sociedade;

5. enfrentar de modo intransigente o feminicídio, a violência doméstica, o machismo, o sexismo e a exploração infantil;

6. lutar pelo direito à cultura como patrimônio, pela valorização de todas as manifestações culturais afro-brasileiras e africanas, reconhecendo-as e as incorporando como método de luta e como canais de preservação de nossa identidade;

7. promover o fortalecimento da sistematização e da disseminação de nossas memórias e história, bem como a defesa do direito à imaginação negra, como fundamento para a construção de futuro;

8. defender o respeito coletivo à livre orientação sexual, à identidade de gênero, ao direito à vida LGBTQI+, bem como enfrentar a lesbofobia, homofobia e transfobia;

9. lutar pela preservação e proteção de comunidades quilombolas e outras comunidades tradicionais negras, dos rios, das florestas e dos terreiros;

10. combater o racismo e o ódio religioso, enfrentar as violações do direito de culto e crença nas religiões de matriz africana, promover o acolhimento de vítimas e a garantia da reprodução cultural de nossas práticas ancestrais, em nossa diversidade;

11. atuar em prol do fortalecimento dos coletivos, movimentos e organizações compostas e protagonizadas pela juventude negra e da promoção do diálogo intergeracional;

12. promover o fortalecimento da identidade racial de negras e negros nos bairros, periferias, comunidades, favelas, escolas, universidades e presídios;

13. estimular e valorizar o trabalho de base permanente e a ação comunitária e local, no seio dos territórios atingidos pela barbárie, como elemento fundamental para a legitimidade das ações desta Coalizão, bem como buscar que as lideranças de base que enfrentam o cotidiano das dificuldades e violências, sejam elas próprias, a representação de suas pautas nos diversos espaços de incidência política em nível nacional e internacional;

14. construir alianças transnacionais com movimentos, organizações, entidades, grupos e coletivos negros e não negros aliados, para a promoção eficaz da incidência política em organismos e fóruns internacionais.

SÃO AGENDAS PARA A INCIDÊNCIA POLÍTICA COMO COALIZÃO NEGRA POR DIREITOS, EXIGIR DO ESTADO BRASILEIRO:

1. A erradicação da pobreza, enfrentamento às políticas neoliberais e ao desmonte do Estado de Direitos, bem como o enfrentamento das desigualdades étnico-raciais e a distribuição equitativa de recursos públicos;

2. o fim do desemprego, do subemprego e da precarização do trabalho da população negra, a inserção de mulheres negras e homens negros no mercado de trabalho decente, livre de discriminação racial, com igualdade salarial, garantia de direitos trabalhistas, assistência e previdência social, bem como a promoção da geração de renda e acesso a crédito;

3. a garantia de direitos trabalhistas, assistência e previdência social às trabalhadoras e aos trabalhadores domésticos e informais e a valorização do salário mínimo;

4. defesa dos direitos humanos, sociais e políticos da população em situação de rua, de ampla maioria negra em todo país, e das pautas defendidas por seus movimentos, na exigência de garantia de políticas públicas de proteção contra a criminalização e a violência; de garantia de integração real à sociedade a partir da inclusão no processo de recenseamento, oferta de moradia e emprego, socialização de egressos do sistema carcerário e saúde pública para dependentes químicos;

5. a garantia do direito à creche, essencial às crianças e às mães trabalhadoras;

6. Garantia do direito e preservação da infância negra, que permita que meninas negras e meninos negros tenham o direito de ser crianças; combate a todo e qualquer processo de uso de estereótipos, criminalização, sexualização e exploração do trabalho infantil; Enfrentamento às tentativas de redução da maioridade penal; Defesa contundente do Estatuto dos Direitos da Criança e do Adolescente;

7. a luta pela manutenção da vida de negras e negros e a busca pela liberdade efetiva dos nossos corpos, o que inclui assegurar direitos sexuais e reprodutivos e não exposição livre do racismo institucionalizado e da violência obstétrica;

8. a efetivação do direito à saúde, com a manutenção e aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde (SUS), considerando as especificidades da saúde da população negra, conforme definido no Estatuto da Igualdade Racial e estabelecido pela Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, com aplicação dos recursos necessários, combate ao racismo institucional e investimento na promoção dos saberes das comunidades de terreiro, de práticas de cuidado e autocuidado, no acesso às tecnologias em saúde, na prevenção e promoção da saúde e ambiente saudável, com atenção especial à saúde mental;

9. a preservação, proteção, certificação e titulação, como garantias de propriedade e reconhecimento coletivos dos territórios quilombolas, assegurando recursos orçamentários para a elevação da qualidade de vida nesses quilombos e comunidades tradicionais de matrizes africanas; a proteção do patrimônio genético de comunidades quilombolas e tradicionais; além da difusão dos modos de vidas comunitários e ancestrais reconhecidos como patrimônio por suas práticas e saberes;

10. a garantia do direito de consulta prévia, livre e informada às comunidades quilombolas, dos rios, das florestas e de terreiro, de acordo com a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a respeito de todas as medidas legislativas e administrativas que afetem direta ou indiretamente seus direitos, sobretudo aquelas relacionadas a grandes empreendimentos que afetam seus territórios e modos de vida;

11. o direito à educação pública, gratuita, laica e de qualidade, em todos os níveis de ensino, com continuidade das leis de cotas e outras políticas de ação afirmativa voltadas ao acesso e à permanência de estudantes negras e negros nas universidades, instituições de ensino básico, técnico e tecnológico, concursos públicos, sistema de justiça e sua extensão a programas de pós-graduação, estágios, residências, concursos docentes e bolsas de iniciação científica, mestrado, doutorado, pós-doutorado e a outras formas de acesso aos processos de pesquisa e desenvolvimento;

12. a efetivação e o monitoramento, desde a educação infantil, do cumprimento do artigo 26A da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, da Resolução 01/2004 do Conselho Nacional de Educação e das Diretrizes Nacionais Curriculares para o ensino de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira e para a Educação das Relações Étnico-Raciais, que tornaram obrigatório, em todos os níveis de ensino, o estudo da história e cultura africana e afro-brasileira, a partir da Lei 10.639/2003;

13. a garantia da oferta de educação escolar quilombola, respeitando-se as diretrizes específicas já estabelecidas e as realidades dessas comunidades;

14. a oferta de educação de jovens e adultos a pessoas negras, tanto para a alfabetização de toda a população, como na promoção da escolarização alternativa ao ensino regular, que atenda às demandas específicas das diferentes fases da vida de negras e negros;

15. a cobrança da coleta, análise, publicação e disseminação de dados estatísticos confiáveis em níveis local, regional e nacional sobre a população negra, baseadas no princípio da auto-declaração; a defesa do Censo 2020, incluindo a dotação orçamentária adequada para sua realização, sem cortes relacionados à produção de indicadores fundamentais à elaboração de políticas sociais, de ações afirmativas e eliminação das desigualdades étnico/raciais;

16. a criação de uma nova política/lei nacional de drogas que regule e descriminalize o uso e comércio de drogas no Brasil, estabelecendo políticas econômicas de reparação para pessoas, famílias e territórios atingidos pela guerra às drogas e investindo em estratégias de cuidados tal qual as políticas de redução de danos;

17. o fim da militarização das políticas de segurança pública em nossas comunidades, para que se coíba o uso da violência racial que tem produzido altos índices de homicídios contra a população negra; a promoção de políticas de segurança pública baseadas em Direitos Humanos;

18. o fim do encarceramento em massa, das torturas, violações e mortes promovidas em presídios, delegacias, casas de detenção e centros de cumprimento de medidas socioeducativas; além da fiscalização, e prevenção, rumo a um projeto antipunitivista e ao fim das prisões;

19. a erradicação do racismo ambiental com promoção de políticas que garantam o acesso universal das populações urbanas e rurais à moradia digna, à cidade, à terra, à água potável, ao saneamento básico; bem como a promoção da soberania alimentar e o acesso à alimentação saudável, adequada e com qualidade, livre de agrotóxicos e transgênicos, a defesa dos bens comuns e proteção contra a mercantilização dos recursos naturais – inclusive as águas e as florestas;

20. a garantia do princípio constitucional de liberdade de crença e proteção aos locais sagrados das religiões de matriz africana; a adoção de medidas eficientes de combate à intolerância religiosa e ao racismo religioso;

21. a participação efetiva de pessoas negras com trajetória junto a movimentos negros, comprometidas com a luta antirracista e com a defesa dos direitos humanos e da democracia na vida pública, incluindo a necessidade de representação equânime na política institucional;

22. o estímulo à candidaturas negras do campo progressista, com vistas a disputa real de poder, bem como forma de praticar, em momentos eleitorais, o exercício da elevação da consciência da população negra sobre a importância do voto negro e da superação da desigualdade de representação política no Congresso Nacional, nas Assembleias Legislativas, Câmaras de Vereadores e nos Executivos de todas instâncias;

23. a democratização e regulamentação da mídia; o fortalecimento da mídia negra, periférica e popular, encaminhamento e monitoramento das denúncias de publicação, circulação ou difusão, por qualquer forma e/ou meio de comunicação, inclusive a internet, de qualquer material racista ou racialmente discriminatório, incluindo abordagens e imagens que exponham, como expresso no Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/2010), as pessoas e grupos ao ódio e ao desprezo e à intolerância por motivos fundados na religiosidade de matrizes africanas;

24. a erradicação do racismo institucional em todas as instâncias do sistema de justiça;

25. a defesa da livre manifestação e atuação dos movimentos sociais e a proteção de defensoras e defensores de direitos humanos.

ASSINAM:

ORGANIZAÇÕES NEGRAS:

1. ABPN – Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as – Nacional

2. AfirmAção Rede de Cursinhos Populares – ES

3. Africanamente Centro de Pesquisa Resgatar Preservação de tradições afrodescendentes – RS

4. Afrikan Power

5. Afro-Gabinete de Articulação Institucional e Jurídica – BA

6. AIABA – Associação Interdisciplinar Afro-Brasileira e Africana – PR

7. ALAGBARA – Articulação de Mulheres Negras e Quilombolas do Tocantins

8. Alma Preta – SP

9. Amparar – Associação de Amigos e Familiares de Presos – SP

10. ANEPE – Articulação Negra de Pernambuco

11. APN’s – Agentes de Pastoral Negros – Nacional

12. Articulação Nacional de Negras Jovens Feministas – ANJF – RJ

13.Associação Beneficente Marina Mercez – Ilê Ase Oju Ewe

14.Associação Carnavalesca Bloco Afro Olodum

15. Associação de Amigos e Familiares de Pessoas em Privação de Liberdade – MG

16. Associação de Capoeira Motta e cultura Afro

Associação de Consciência Negra Quilombo

17. Associação de Mulheres – AQUALTUNE

18. Associação de Mulheres Mãe Venina do Quilombo do Curiau – AP

19. Associação de Mulheres Negras do Acre e seus apoiadores

20. Associação de Sambistas, Terreiros e Comunidades de Samba do Estado de São Paulo – ASTEC

21. Atinuké – Coletivo sobre o pensamento de Mulheres Negras – RS

22. Banda Afro Zumbi

23. Bloco Arrasta-Bloco de Favela – MG

24. Casa das Pretas – RJ

25. Casa do Hip Hop Taquaril – SP

26. CCRIA-LO Comunidade da Compreensão e Restauração Ilê Asé Logun Ede – SP

27. CCRIAS – SP

28. CEAP – Centro de Articulação de Populações Marginalizadas – RJ

29. CECUNE – Centro Ecumênico de Cultura Negra – RS

30. CEDENPA – Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará

31. CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades

32. Centro de Cultura Negra do Maranhão

33. Centro de Formação do(a) Negro(a) da Transamazônica e Xingu – PA

33. Círculo Palmarino – SP

34. CNAB – Congresso Nacional Afro-brasileiro

35. Coletivo Afroencantamento

36. Coletivo Black DIvas

37. Coletivo de Estudantes Negrxs da UFF – RJ

38. Coletivo de Juventude Negra Cara Preta – PE

39. Coletivo de Mães e Familiares de Vítimas do Terrorismo do Estado – BA

40.Coletivo de Mulheres Negras Maria Maria de Altamira Pará

41. Coletivo Leste Negra

42. Coletivo Luisa Mahin – RJ

43. Coletivo Luiza Bairros – BA

44.Coletivo Mulheres Negras Mãe Terra de Angra dos Reis

45. Coletivo Nacional de Juventude Negra – ENEGRECER

46. Coletivo NegraSô – Coletivo de alunos negros da PUC-SP

47. Coletivo Negro Dandara – UNESP/Assis SP

48. Coletivo Negro de Poços de Caldas

49. Coletivo Negro Kimpa – Unesp Bauru SP

50. Coletivo Negro Universitário UFMT – MT

51. Coletivo Nuvem Negra – RJ

52. Coletivo OuTro Preto

53. Coletivo Quilombo do Arruda

54. Coletivo Raízes do Baobá Negras e Negros Jaú- SP

55. Coletivo Sapato Preto Lésbicas Negras da Amazônia

56. COMUNEMA – Mulheres Negras Maria Maria – PA

57. Comunidade Cultural Quilombaque – SP

58. Comunidade das Águas que se Renovam CAREOS – SP

59. Comunidade de Roda de Samba Pagode NA Disciplina – SP

60. Comunidade Samba Maria Cursi

61. Comunidade Terreiro Ilê Ase Iyemonja Omi Olodo – RS

62. Comunidade Terreiro Ilê Aşę Omiojuaro – RJ

63. Comunidade Tradicional de Terreiro Ylê Axé de Yansã

64. CONAQ – Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas – Nacional

65. Conselho do Povo de Terreiro do Estado do RS

66. CRENLEGO – Centro de Referência Negra Lélia Gonzales – GO

67. CRIOLA – RJ

68. CUXI – Coletivo Negro Evangélico

69. Diaspora Black

70. DNBR – Designers Negres no Brasil

71. Educafro – Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes – Nacional

72. ENAR – European Network Against Racism – UE

73. Fórum de Mulheres Negras de Mato Grosso – MT

74.Fórum de Performances Negras do Rio de Janeiro

75. Fórum Formação Política de Mulheres Negras Marielle Franco – BA (Fórum Marielles de Salvador)

76. Fórum Nacional de Mulheres Negras

77. Fórum Nacional de Performance Negra – RJ

78. Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros – FONATRANS

79.Fórum Permanente das Entidades do Movimento Negro MS

80. Frente de Mulheres Negras do DF e Entorno

81. Frente Favela Brasil – Nacional

82. Frente Nacional de Mulheres do Funk – SP

83. Frente Nacional Makota Valdina – BA

84. Geledés – SP

85. Grupo de Estudos AFETO – Africanidades e Feminismos: Educação e Terapia Ocupacional

86.Grupo de Estudos Sobre Feminismos Negros Marielle Franco – São Luis

87.Grupo Trabalho Estudos Zumbi – TEZ

88.Guarany Feminino Esporte Clube Quilombola

89. IARA – Instituto de Advocacia Racial e Ambiental

90. IBD – Instituto Brasileiro de Diversidade – SP

91. IDAFRO – Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões de Afrobrasileiras

92. IPAD BRASIL – Instituto de Pesquisa da Afrodescendência

93. Ile Ase Omi Ewe Ajase e Caboclo Folha Verde – SP

94. Ile Aşę Omiojuaro – RJ

95. Ilê Asé Oya Mesan Orum – SP

96. Ilé Àse Ti Tóbi Ìyá Àfin Òsùn Alákétu – PR

97. Ilé Ìyá Ódò Àse Aláàfin Òyó – Coletivo Acaçá Axé Odo

98. Ilê Obá Ketu Axé Omi Nlá – SP

99. Ilé Ọdẹ Maroketu Àṣẹ Ọba – SP

100. Ilê Omolu Oxum – RJ

101.Ile Ọyá Toningebé Fàrá Gèngbèlé – SP

102. IMUNE – Instituto de Mulheres Negras – MT

103. Innpd – Iniciativa Negra por Uma Nova Política Sobre Drogas – Nacional

104.Instituto Afro Cultural da Amazônia

105. Instituto Afrolatinas – DF

106. Instituto AMMA Psique e Negritude – SP

107. Instituto Búzios – BA

108. Instituto Búzios – RJ

109. Instituto de Defesa da População Negra

110. Instituto de Mulheres Negras do Amapá

111. Instituto de Referência Negra Peregum – SP

112. Instituto do Negro Padre Batista – INPB

113. Instituto Equânime Afro Brasil – SP

114.Instituto Luiza Mahin – ILUMA

115. Instituto Mancala

116. Instituto Marielle Franco – RJ

117. Instituto Nangetu de Tradição Afro e Desenvolvimento Social – PA

118. Instituto Negro é Lindo

119. Instituto Omolara Brasil – SP

120. Instituto Steve Biko – BA

121. IPEAFRO – Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros

122. IROHIN – Centro de Documentação, Comunicação e Memória Afro Brasileira – BA

123.Jornalistas Pretos

124. Kombativa – Cooperativa Social Latinoamericana de Direitos Humanos – SP

125. Kwe Ceja Togun Hunde – SP

126. MABE – Movimento dos Atingidos pela Base Espacial de Alcântara – MA

127. Mahin Organização de Mulheres Negras – BA

128. Maracatu Ventos de Ouro

129. Marcha das Mulheres Negras de São Paulo

130.Marcha do Orgulho Crespo Ldna e Região

131. Maria Mulher Organização de Mulheres Negras

132. MNU – Movimento Negro Unificado – Nacional

133.Mocambo – Movimento Afrodescendente do Pará

134.MOVIDADE – Movimento Democrático Afrodescendente pela Igualdade e Equidade Racial

135. Movimentação Juventude Negra Política

Movimento de Jovens Negros e Periféricos de Moju

136. Movimento Negro Evangélico – PE

137. Movimento Ser Ògá – SP

138. MPP – Movimento de Pescador e Pescadora de Ilha de Maré – BA

139. Mulheres de Axé do Brasil – MG

140.NEGRA – Núcleo de Estudos sobre Gênero, Raça, e Africanidades (IFG)

141. NESEN/UFF – Núcleo de Estudos sobre Saúde e Etnia Negra/Universidade Federal Fluminense

142. Nós Temos Um Sonho – #NTUS – MG

143. Núcleo de Estudantes Negres de Ciências Sociais da Universidade Federal Fluminense

144. Núcleo de Estudos Africanos e Afro-brasileiros – NEAB/UFABC SP

145. Núcleo Estadual de Mulheres Negras do Espírito Santo

146. Ocupação Cultural Jeholu – SP

147. ONDJANGO – Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros – RJ

148. Organização de Mulheres Negras Ativas – MG

149. Organização Luiza Mahin – BA

150. Os Crespos – SP

151.Ponto de Cultura Rádio Capoeira

152. Pretas em Movimento – MG

153. Pretaria.Org | Coletivo Pretaria

154.Pretas Paridas de Amazônia

155. Pré-Vestibular Popular +Nos – RJ

156. Pretos no Direito

157. Proceso de Comunidades Negras en Colombia

158. PVNC – Pré-Vestibular para Negros e Carentes – RJ

159. Quilombo Ciência

160.Quilombo PCD

161. Quilombo Rio dos Macacos – BA

162. Rede de Historiadorxs Negrxs – Nacional

163.Rede de Mulheres de Terreiro da Bahia

164. Rede de Mulheres Negras – PA

165. Rede de Mulheres Negras – PR

166. Rede de Mulheres Negras de Alagoas

167. Rede de Mulheres Negras de Pernambuco

168. Rede Nacional de Negras e Negros LGBT

169. Rede Nacional da Promoção e Controle da Saúde de Lésbicas Bissexuais Transexuais Negras – REDE SAPATA

170. Rede Ubuntu de Educação Popular – SP

171. RENAFRO – Rede Nacional de Religiões Afro Brasileiras e Saúde – Nacional

171. SANKOFa

172. Sociedade Protetora dos Desvalidos – SPD – BA

173. Sotrayoruba

174. Terreiro do Cobre – BA

175. Toco Filmes – SP

176. UBUNTU – Baixo Tocantins/PA

177. UBUNTUFF-Coletivo de estudantes pretas e pretos da UFF Angra dos Reis

178. UNEafro Brasil – Nacional

179. UNEGRO – União de Negros pela Igualdade – Nacional

PARCEIROS/ ALIADOS

180. Afronte – SP

181. Akanni – Instituto de Pesquisa e Assessoria em Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnias – RS

182. Assessoria Popular Maria Felipa – MG

183. Associação Franciscana de Defesa de Direitos e Formação Popular – SP

184. Associação Projetos Integrados de Desenv. Sustentável – PIDS (NUDDH infância e juventude) – SP

185. Associação Recreativa e Cultural Afro Nação das Almas de Angola José Pilintra da Lapa

186. Centro de Atividades Culturais Econômicas e Sociais (CACES) – RJ

187. Centro de Cultura e Direitos Humanos – SP

188. Cia dos Comuns – RJ

189. Cia Passinho Carioca – RJ

190. Clínica de Direitos Humanos Luis Gama

191 Coletivo 4 de Novembro – BA

192. Coletivo Amazônico LesBiTrans – PA

193. Coletivo Feminista Classista Maria vai com as Outras

194. Conectas Direitos Humanos

195. Cooperifa – SP

196. Consciência em Movimento

197. CPP – Conselho Pastoral dos Pescadores – BA

198.Cursinho Popular Risoflora – ES

199. Eu Sou Fruto de Favela – PE

200. Federação e Instituto Cultural de São Benedito

201. Federação Nacional das Trabalhadoras Domesticas – FENATRAD – Nacional

202. Frente de Evangélicos Pelo Estado Democrático de Direito – Nacional

203. GAJOP – Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares – PE

204.Grupo de Mulheres Felipa de Sousa

205. IDEAS – Assessoria Popular – BA

206. Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial – RJ

207. Instituto Aromeiazero

208.Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas

209. Instituto Bamburusema de Cultura Afro Amazônica (IBAMCA) – PA

210. Instituto de Pensamentos e Ações para Defesa da Democracia

211. Justiça Global

212. Mães de Maio – SP

213. Movimenta Caxias – RJ

214.Movimento de Mulheres do Campo e da Cidade do Pará – MMCC/PA

215. Movimento Moleque – RJ

216. PerifaConnection – RJ

217. Projeto Meninos e Meninas de Rua

218. Rede Bragantina de Economia Solidária – PA

219. Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência – RJ

220. Rede de Proteção e resistência ao Genocídio – SP

221. Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas

222. Rede Urbana de Ações Socioculturais – DF

223. RUA – Juventude Anticapitalista

224. Serviço Franciscano de Solidariedade – SEFRAS

225. Voz da Baixada – RJ

Compõem a Secretaria Operativa da Coalizão Negra Por Direitos entre 2020 e 2021:

  1. APN’s – Nacional
  2. CCN – MA
  3. CEDENPA- PA
  4. CEERT – SP
  5. CONAQ – Nacional
  6. CRIOLA – RJ
  7. GELEDÉS – SP
  8. ILÊ OMOLU OXUM – RJ
  9. INNPD – SP
  10. IROHIN – BA
  11. MAHIN Organização de Mulheres Negras – BA
  12. MARCHA das Mulheres Negras de SP
  13. MNU – Movimento Negro Unificado – Nacional
  14. Rede de Mulheres Negras de Alagoas
  15. Rede de Mulheres Negras de Pernambuco
  16. RENAFRO – RS
  17. UNEAFRO BRASIL – SP e RJ
  18. UNEGRO – Nacional
  19. Coletivo Sapato Preto – Lésbicas Negras Amazônidas – PA